quinta-feira, 3 de março de 2016

O poema é preto - Fuzzil

O poema é preto
Como Oswaldo de Camargo
Como Carolina Maria de Jesus
E Solano Trindade.

O poema é preto
Como a África que conheço
Como Harlem, Raquel Trindade
E Jovelina Perola Negra.

O poema é preto
Como o partido Black Panther
Lumumba, Bob Marley
James Brown e James Banto.

O poema é preto
Como a Cia Capulanas
Como Circulo Palmarino         
E a voz belíssima de Luana.

O poema é preto
Preto como ébano
Preto como Morgan Freeman
E Samuel Jackson.

Preto como Nelson Maca
Como Cuti e Anastácia
Como Agustinho Neto
E dona Ivone Lara.

O poema é preto
Como o mestre Pixinguinha
Cartola, Wilson Batista
E Martinho da vila.

O poema é preto
Como Clementina de Jesus
Candeia, Leci Brandão        
E Machado de Assis.

O poema é preto
Para os pretos de atitudes
Para os pretos quilombolas
Os pretos de Maputo. 

O poema é preto
Como Milton Nascimento
Djavam, Ellen Oleria
E Lima Barreto.

O poema é Preto
Como os versos de Ladislau
Como as rimas contundentes
Dos poetas dos saraus.
       
O poema é preto 
E queima todo o racismo 
Derruba as muralhas 
Atropela, passa por cima.

O poema tá na rocinha
Tá nos becos do capão
O poema não é branco
É preto como carvão.

O poema meus amigos
É um soco no âmago
É preto como a noite
Certeiro no estomago.

O poema é Preto
Como Obama & Michelle
Preto como Sabota
O poema tá na pele.

O poema vai causar
E isso não é novidade
Vai ter gente até falando
Que é racismo ao contrario. 
         
O poema é preto
E não vai passar batido
O poema é para pretos
Que não temem o perigo.

O poema é preto
Como Luciana Lealdina
Como Ruth de Souza
E tantas outras heroínas.

O poema é preto
Como o musico Ray Charles
Como o grande Aleijadinho
O Big & 2 Pac.

O poema é Preto
Como a África que conheço
Como João da Cruz e Souza
Esse poema é preto.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Sarau MAGOMA

Saudações meu povo.

Ontem dia 15 tivemos uma noite magica e inesquecível aqui no Sarau Magoma, o Quilombo Bar & Restaurante ficou pequeno com tanta gente grande, linda e criativa. Vários poetas e poetisas chegaram e alegraram o Jardim Dom José numa energia bem positiva. O convidado da noite Chapinha do Samba da Vela, mostrou para o publico ali presente um pouco do trabalho que vem desenvolvendo há anos nas periferias de São Paulo, o sambista veio com seu pandeiro e representou de fato.

Nós do Coletivo Magoma queremos agradecer de coração a todos e todas que marcaram presença e abrilhantaram nosso Sarau.

Aproveitando para deixar um beijo carinhoso a todas as crianças que também estiveram no Sarau juntos com seus pais, valeu a presença e mês que vem tem mais.





























terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Livro, Negros o Brasil nos deve milhões !



Por Celso Salles

O livro de Claudete Alves, intitulado "Negros, o Brasil nos deve milhões", tem como objetivo denunciar o Estado Brasileiro pelos crimes da escravidão e violação dos direitos humanos, por meio da exposição de fatos e atos que demonstram a espoliação dos direitos dos negros brasileiros. A publicação também levanta as discussões sobre a necessidade de ações reparatórias para sanar os males causados pelo processo de escravismo no país.


Claudete Alves

Claudete Alves, Vereadora/PT-SP, formada em Pedagogia com Especialização em Administração Escolar, Mestranda em Ciências Sociais pela PUC/SP. Uma negra em movimento.
Militante e ativista do movimento sindical na área do serviço público. Articulou a criação do Instituto Todos a Bordo, organização não governamental que busca combater toda forma de discriminação.
Fevereiro de 2003 assume o Legislativo Municipal de São Paulo, tendo como principais áreas de atuação o combate à discriminação racial, defesa dos direitos da mulher, criança e adolescente e a luta pela oferta de um serviço público de qualidade, com ênfase na Educação e Saúde.
Autora da lei 13.707/03 que instituiu o 20 de novembro, 

Dia Nacional da Consciência Negra, como feriado na cidade de São Paulo.
Claudete Alves é idealizadora e proponente junto ao Ministério Público Federal, da Representação que requereu o ajuizamento de uma Ação Civil Pública contra o Estado Brasileiro, pleiteando indenização pelos danos causados a todos os DNAEB (Descendentes de Negros Africanos Escravizados no Brasil) que residem na cidade de São Paulo.

Rede municipal terá ensino de história e cultura africanas

Em abertura da nova sede da Secretaria Municipal de Igualdade Racial (SMPIR), a Prefeitura de São Paulo assinou um termo de cooperação técnica com o Ministério da Educação para a implementação do ensino de história e cultura afro-brasileiras e africanas pela rede municipal de educação. O prefeito Fernando Haddad defendeu durante a inauguração nesta sexta-feira (24) a importância da construção de uma educação mais plural e inclusiva.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Aqualtune

Era uma princesa africana, filha do importante Rei do Congo. 
Numa guerra entre reinos africanos, foi derrotada, juntamente 
com seu exército de 10 mil guerreiros e transformada em escrava. 
Foi levada para um navio negreiro e vendida ao Brasil, 
vindo para o Porto de Recife.

Comprada como escrava reprodutora foi levada para região de Porto 

Calvo, no sul de Pernambuco. Lá conheceu as histórias de resistência dos 
negros na escravidão, conhecendo então a trajetória de Palmares, 
um dos principais Quilombos negros durante o período escravocrata.

Aqualtune, nos últimos meses de gravidez ,organizou uma fuga junto 

com outros escravos para o quilombo, onde teve sua ascendência 
reconhecida, recebendo, então, o governo de um dos territórios 
quilombolas, onde as tradições africanas eram mantidas.

Aqualtune era da família de Ganga Zumba, e uma de suas filhas 
teria gerado Zumbi. 

Em uma das guerras comandadas pelos paulistas para a 
destruição de Palmares, a aldeia de Aqualtune, que já estava idosa, 
foi queimada. Não se sabe ao certo a data de sua morte.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

#Pretextos de Mulheres Negras

Dia 31 de outubro tem Lançamento da Antologia Poética  Pretextos de Mulheres Negras